terça-feira, 22 de novembro de 2011

"Oops! I did it again!" - os escorregões

Estava lendo o (brilhante!) post da Julia sobre as vantagens de estar acima do peso e fiquei pensando em todas as dificuldades que temos em nos mantermos firmes e fortes em nosso propósito, ainda mais passadas algumas semanas sendo tão disciplinados. Hoje comecei minha oitava semana do desafio de doze semanas, proposto pela Ju. Até a sexta semana, estava indo muito bem. Eu ainda tinha que melhorar minha disciplina na academia, mas, quanto à alimentação e à motivação, estavam impecáveis! Seguir o meu programa alimentar desta vez estava incrivelmente fácil, simples e prazeroso.

Nos Vigilantes do Peso, você tem uma cota diária, que varia de acordo com seu peso atual. Essa cota diária é exatamente o que você precisa para alimentar-se bem no dia-a-dia, comendo alimentos saudáveis e variados, nas quantidades ideais, sem passar fome. Além dessa cota diária, a cada semana você tem um bônus de 35 "Pontos Flex", que pode utilizar ao longo da semana, seja em dias em que sentiu mais fome e precisou ultrapassar sua cota diária; seja quando dá vontade de comer um docinho; porque você tem uma festa especial no fim de semana; pra comer uma feijoada e tomar uma caipirinha; para uma cervejinha com um escondidinho no boteco com os amigos; porque quer ir a um restaurante especial; porque vai ter um churras com a galera; seja porque vai passar uns dias na casa da mamãe que cozinha bem. Se você está com a ansiedade sob controle, não teve nenhum "desejo" nem evento social, pode economizar esses pontos para acelerar seu emagrecimento, mantendo-se apenas na sua cota diária. Além dos Pontos Flex, você ainda pode gerar Pontos Extras toda vez que pratica alguma atividade física. E não estou falando só de atividades na academia! Quanto mais você se movimenta, mais pontos extras você gera. Esses devem ser consumidos no mesmo dia, ou podem também ser economizados para emagrecer mais rápido.

Você deve ter lido o parágrafo acima e pensado: "doce, feijoada, caipirinha, escondidinho, cerveja, churrasco, festa? Você não está de dieta?!" Não. Nem a Julia, nem eu. Estamos fazendo um programa de reeducação alimentar, auto-conhecimento e mudanças de hábitos. Quem faz dieta, só pensa no sacrifício e nas restrições que vem por conta dela. Isso gera ansiedade e é por isso que, passada a fase de privações, muita gente engorda em dobro após ter emagrecido muito, pois resolve matar a vontade de tudo que não podia comer durante a dieta. Nos Vigilantes do Peso você pode comer de tudo. Já na segunda semana, você recebe um livreto com listas de pratos variados em diversos tipos de restaurantes (japonês, chinês, italiano, brasileiro, árabe, boteco, café...). Na quarta semana, tem a lista de alimentos completa, indicando quantidades sugeridas e pontos. Na quinta semana, você tem o livreto com os pontos extras gerados com exercícios. Ou seja: se você se programa, em quantidades moderadas, você pode tudo! E é essa a chave do sucesso no emagrecimento permanente: planejamento, moderação, escolhas inteligentes e conscientes.

Não é gostoso admitir que a gente saiu da linha quando se propôs um objetivo. Nem se dar conta de que sua motivação fugiu, principalmente quando a gente torna nosso desafio público e tenta encorajar outras pessoas a nos acompanharem. Mas acontece. E aconteceu comigo esses dias. Sou do tipo que precisa de disciplina e organização, mas, principalmente, de rotina. Eu preciso ter dia e horário certos pra ir à academia, dia da semana e horário pra ir ao supermercado, hora certa pra almoçar, pra preparar meu lanche e tudo mais. Estava indo tudo bem até vir o feriado e eu ir passar uns dias de casa em casa no interior. Até joguei em uma sacola e levei comigo tudo o que estava na minha geladeira: legumes, frutas, leite desnatado, iogurte natural desnatado, pão integral. Embalei frutas e empacotei barrinhas de cereais light para o lanche na estrada. ("The road to hell is paved with good intentions"!)

O saldo do feriado, em si, nem foi tão ruim: eu consegui ir à balada, brindar com um amigo com uma tequila e passar o resto da noite dançando, tomando Coca zero e água; comi apenas metade do lanche do trailer; não repeti o prato; comi apenas um bombom e distribuí os outros do pacote. Mas não resisti ao bife à milanesa já no primeiro almoço. Nem à cervejinha no segundo. Até aí, tudo bem. Eu já havia passado a semana toda apenas na minha cota diária, planejando para isso. Seria só voltar à academia na quarta-feira e seguir novamente meu programa alimentar. Mas a geladeira estava vazia e eu fui comendo o que encontrava, adiando a ida ao supermercado para reabastecer meu estoque de coisas saudáveis. Daí aproveitei pra comer umas coisas de que estava com vontade. E minha energia foi sumindo ao longo da semana. E fui também me sentindo mais pesada. Nas festas no final de semana, já não me sentia tão forte para resistir à cerveja e aos petiscos. Nem para acordar pra fazer exercícios no domingo de manhã. Resultado: ainda não voltei pra academia, nem fui às compras.

Escorregar e cair dói. Em público, então, faz a gente morrer de vergonha! Mas se a gente não tiver coragem de olhar para o episódio e se levantar, chacoalhar a poeira e dar a volta por cima, a sombra (lembra da sombra?!) toma mais força. Ela se alimenta de nossa culpa, nossa vergonha, nosso medo. E ela pode pôr em risco tudo ou muito do que você conseguiu até então.

Reeducação é isso: tomar consciência de suas fraquezas, fazer escolhas, planejar, programar, criar uma nova rotina. E aprender e reaprender a voltar pra ela o quanto antes após cada tombo, até que os bons hábitos sejam incorporados e passem a fazer parte do que você é, naturalmente.

"Nothing's impossible I have found
For when my chin is on the ground
I pick myself up, dust myself off
Start all over again

Don't lose your confidence if you slip
Be grateful for a pleasant trip
And pick yourself up, dust yourself off
And start all over again

Work like a soul inspired
Till the battle of the day is won
You may be sick and tired
But you'll be a man, my son

Don't you remember the famous men
Who had to fall to rise again?
They picked themselves up, dust themselves off
And started all over again"

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Quais são as VANTAGENS de estar acima do peso?

Quem pensa que ser gordinha é só tristeza, está muito enganado. Se houvesse apenas desvantagens em estar uns (ou muitos) quilinhos acima do peso ideal, estaríamos todos em forma. Ora... apesar de estar acima do peso, eu não sou idiota. Se ser gordinha fosse uma coisa que me traz APENAS sofrimento, eu já estaria magra faz tempo. Não sou masoquista.
As informações que escrevo abaixo comecei a receber do meu inconsciente depois de uma palestra da Meta. Quais as segundas-intenções em estar acima do peso?

1- LIBERTINAGEM
Libertinagem não é liberdade. É o uso sem noção dela. É a liberdade sem o bom senso.
Se eu já abri mão de me cuidar mesmo, dane-se se eu estou comendo uma porção de provolone à milanesa no barzinho, regada de uma Original geladinha. Coitada da magrela da mesa ao lado que está na Coca Zero. Que loser! #NOT
Quando se está bem acima do peso, as pessoas meio que abrem mão de você e ninguém fica enchendo teu saco (salvo as mais próximas) Quando sabem que você está tentando emagrecer, aí sim é um saco. Se te vêem com um brigadeiro na mão te infernizam a vida "Ué... você não tá de dieta?". Se você é uma gordinha assumida, as pessoas te deixam em paz.

2- REBELDIA
Ser rebelde é tacar um dane-se no que as pessoas pensam de você. Você me acha gorda? Problema é seu, tem quem goste. Ou, o clássico: "O homem que estiver comigo tem que gostar de mim pelo que eu sou". Corretíssimo. Mas você gosta?

3- VALORIZAÇÃO DO SEU "EU INTERIOR"(que profundo!)
Eu já vivi muito tempo nessa balela. Era a desculpa que eu usei durante toda a minha adolescência: Se eu fosse gostosona como eu iria saber se os gatinhos ficavam comigo porque gostavam da minha companhia e da minha personalidade? Coitadas das gostosas... Os caras só estão interessados em exibí-las e usar seu corpinhos impecáveis. Realmente, muito do meu desenvolvimento pessoal se deve ao fato de eu ter essa questão do excesso de peso. Mas peraí, né? Uma coisa não impede a outra.

4- TER AMIGOS HOMENS PRÓXIMOS
Aqueles que não acreditam que existe amizade verdadeira entre homem e mulher nunca parou pra pensar numa amizade entre gordinhos- ou um gordinho e um magro.Toda minha adolescência eu tive muitos amigos homens, nunca fiquei com nenhum deles e batia no peito pra falar que existia, sim, amizade entre homem e mulher. A grande questão é que eles não me viam como mulher. Quando uma menina é muito gorda, como era meu caso, vira quase que um ser andrógeno. Póde perceber que nenhuma namorada tem ciúmes da amiga gorda do namorado. Tudo bem que eu também não tinha o mínimo de vaidade ou feminilidade. Mas isso fazia com que os homens se aproximassem de mim pra ser meus amigos (e claro, eles ficavam com minhas irmãs e minhas amigas, magras). E ter amizade masculina sem segundas-intenções é ótimo!

5-PROTEÇÃO
Ah, essa é uma das maiores vantagens em estar acima do peso. A gordura serve muitas vezes como um escudo que te protege de cafajestes, de pessoas invejosas (quem inveja um gordo?), de assédio sexual, etc. Quando a gente se farta de tomar na cara em relacionamentos frustrados, chega uma hora que cansa, e o excesso de peso, inevitavelmente, afasta os homens de você.

6- POSAR DE COITADINHA
Quem nunca se sentiu ótima por ser vista com olhos piedosos ou se fazer de vítima? Seja honesta consigo mesma. É muuuuito legal sentir a compaixão das pessoas ao seu redor.

7- SER O CENTRO DAS ATENÇÕES
Nesse quisito eu sou mestre! Quando eu era pequena recorrentemente meus pais perguntavam se eu queria pendurar uma melancia no pescoço, porque sempre tinha a necessidade de chamar atenção. Esse é um defeito que tenho até hoje. Sou super realizada com meu trabalho porque, sendo professora, inevitavelmente meu ego é nutrido. Sinto isso quando estou em casa com minha irmã. Sempre que chego preciso infernizar a vida dela, falando sobre qualquer coisa at all, fazendo graça. Quando meu pai está aqui, então!! É "olha o que eu fiz!" ou "Sabe o que me aconteceu hoje?". Carência pura. Estando acima do peso, as pessoas próximas costumam comentar, ainda que seja encheção de saco, que eu preciso ou deveria emagrecer. Quando eu estava magra ninguém falava nada, era mó chatão!

8- SER DESENCANADA
Estar  acima do peso também tem a vantagem de sempre ser o maior dos defeitos físicos de uma pessoa. Se eu estou 20 quilos acima do peso, quem se importa se eu tenho pontas duplas ou se não depilo a perna no inverno? Ninguém vai reparar nas unhas roídas nem na sobrancelha mal-feita.

9- SER DIFERENTE
Eu, pessoalmente, sempre me vi como o patinho feio da minha família. Sempre achei irmãs e primas lindas, todas magras. Eu me diferenciava por isso. Por ser adotada, talvez tenha considerado isso como a minha "marca", era a minha identidade dentro da minha família.

10-ENFIAR O PÉ NA JACA
Ah, essa é a maior maravilha de ser gordinha. Magro é muito fresco! Minha irmã, magra, se come uma coisinha mais gordurosa, já tem dor de estômago, fica até doente. Eu, não! Pode vir que eu tô pegando! Sabe a imagem do Ogro? É o gordo quando enfia o pé na jaca. Come o que vier pela frente. Começa no salgado, vai pro doce, volta pro salgado, volta pro doce, sempre se "hidratando" com refrigerante ZERO, claro.

Breve depoimento: Outro dia eu tive vontade de comer tapioca doce. Já tinha farinha de tapioca em casa. Passei no mercado, comprei um pote de doce de leite aviação pra fazer tapioca com doce de leite (uma colher de sopa, 69 calorias, suave) e banana. Tá. Aí cheguei em casa, pra experimentar, uma colher de sopa. Delicinha. Nossa, faz tempo que não como doce de leite, né? Mais uma; Fiz a tapioca, com umas 4 colheres de sopa. Pra fechar, mais uma. No dia seguinte, repeti a mesma coisa. Quando fui ver, do pote de 400 gramas restavam umas 100g, aí pensei: Ih, não posso deixar o pote com o finalzinho, senão a Maíra vai ver que eu comi o pote todo sozinha e vai me encher o saco. Ao invés de jogar no lixo, joguei pra dentro do meu barrigão! Mas já com culpa. É... não foi legal!

11-IRRESPONSABILIDADE ALIMENTAR
Emagrecer requer um planejamento. Eu costumo planejar o que vou comer no dia seguinte toda noite antes de deitar. Não faço contagem de calorias. Simplesmente me baseio no que tenho na geladeira e no armário, às vezes até já deixo salada lavada e legumes cozidos e faço meu cardápio equilibrado e balanceado. Não vou dizer que leva só 5 minutos (mas não chega a mais de 10).
Se eu não estivesse comrpometida com meu emagrecimento, minutos antes de comer que eu ia pensar no que fazer. Aí é só jogar um miojão com atum e requeijão e já era. Nada de salada, esqueço da fruta e pronto. Gordo não tem resposabilidade alimentar. Só que até adquirir hábitos alimentares saudáveis, se não houver planejamento prévio, é muito provável que as refeições não sejam balanceadas nem equilibradas.

12-SEDENTARISMO
Finalmente, uma das maiores vantagens de ser gordinho (e não estar querendo emagrecer): O sedentarismo.
Difícil encontrar um gordinho que não seja preguiçoso. Todos os que eu conheço são. É um parto fazer uma caminhada de 30 minutos no plano. "Andar na praia? Ah, que preguiça! O tempo tá meio ruim, né?"
Aí eu vou pro trabalho no sábado de manhã e me deparo com uma comunidade de corredores e ciclistas que tomam a Cidade Universitária pra praticar exercício físico em pleno sábado, faça chuva ou faça sol." Pô, mas esse povo não tem mais o que fazer, né?! Eu trabalho!" Pois é... Eu também. E vou pro trabalho de bike. "Não tenho bike". Desce dois pontos antes. "Ah... que preguiça..." Pois é.
Se você não está comprometido com seu emagrecimento nem com sua saúde (porque não vamos esquecer de que a prática regular de esporte traz inúmeros benefícios pra saúde), tudo vai ser desculpa. Ah, não gosta de academia? Procura outra coisa, algo que te dê prazer. Ou arranja um bofe resistente e diz pra ele que precisa fazer um treino intenso pra emagrecer.

tabela sexo


Fonte: Cyber diet

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Quais são as devantagens de estar acima do peso?

Esses dias estava relendo minhas anotações das palestras da Meta e me deparei com uma que acho que pode ser útil a todos que estão com excesso de peso.
Eu fiz uma lista longa de todas as desvantagens de estar acima do peso. Essa é a minha lista. Provavelmente teremos algumas coisas em comum. Sugiro que você tome algum tempo, respire fundo e  faça a sua lista pessoal.

Sinto-me menos disposta
Tenho menos energia
Não gosto do meu corpo
Queda da auto-estima
Costas com gordura
Braços grandes e moles
Estômago protuberante
Barriga redonda, flácia e feia
Queda da minha elegância
Queda da minha feminilidade
Fico mais descuidada no geral
Perda de rouppas
Quando saio para comprar roupas, nada serve
Me olho menos no espelho
Nào gosto de tirar fotos
Sensação de fracasso
Sentimento de culpa sempre que como
Sinto-me incomodada ao ficar nua
Estrias
celulite
Gasto dinheiro em besteira
Como descontroladamente
fico mais irritada e irritável
Sinto-me pesada
Estou longe da minha essência
Tendência a pig out
Sinto-me inferior
Medo de subir na balança

O que fazer com essa lista? Observar como cada uma dessas coisas me incomodam e tomar a decisão: Eu quero ficar reclamando da minha falta de energia e temer a cada vez que saio pra comprar roupa?

A escolha é nossa.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A solução de 20 minutos

No livro "Body for Life", Bill Phillips propõe uma nova forma de praticar exercícios aeróbicos.
Você já reparou que na academia há mulheres gordinhas que fazem entre 30 minutos e uma hora de exercício aeróbico diário, e não parecem sair da forma arredondada? Por que será que isso acontece? Além de, claro, não sabermos o que a mulher em questão come, o que acontece é que geralmente os minutos que ela passa na esteira/bicicleta, embora longos, são iguais. Como assim?
Bill propõe a prática de exercício aeróbico de 20 minutos, 3 vezes por semana, em dias intercalados. A diferença é que os minutos que você passa em cima da esteira são valiosos- e pensados de forma a acelerar seu metabolismo numa rapidez, e com uma eficiência incrível.
Os 20 minutos são divididos em 4 ciclos. Explicarei abaixo como eles são divididos (cada ciclo em uma cor diferente), e depois peço que dêem uma olhada na ilustração, para terem uma idéia de como funciona na prática.
Então a história é a seguinte: Cada minuto do ciclo (no meu exemplo, na esteira), tem uma intensidade diferente. A boa notícia é que a intensidade é você quem determina, de acordo com o seu condicionamento. E à medida que os dias de treino vão passando, vai aumentando a intensidade (pois estará melhor condicionada).

Eu tenho a oportunidade de usar a esteira do prédio. A primeira coisa que pessoas que se fazem de vítima vão pensar é "Ah, que sortuda! Eu não tenho esteira. Esquece, isso não funciona pra mim". Te apresendo a rua, então. Perdoe a franqueza (algumas vezes vocês vão me achar muito rude, mas é porque eu tenho pouca paciência com desculpinhas. Aprendi com meu ex treinador e falecido amigo, Lisandro. Ele dizia: "Cala a boca e treina. Quem quer, faz".)
Como eu tenho esteira (e sou sortuda mesmo), e a esteira que uso tem inclinação, essa é a forma que EU treino. Se você não tem esteira, pega a bike, se não tem bike, corre na rua, se não tem rua pra correr, compra uma corda e pula no corredor do prédio. Dà um jeito, meu bem.

Minuto        Intensidade
1                         5             (é ritmo do passeio de domingo. Bem de boa, pra aquecer)
2                         5
3                         6             (é você andando na rua quando está atrasada)
4                         7             (é você andando na rua apressadamente porque acha que tem alguém                                            seguindo você, mas não quer dar uma de louca e sair correndo)
5                         8             (aqui o esforço já é maior, o mesmo de você subindo rápido uma ladeira)
6                         9             (aqui você tá se esforçando muito, sente o coração acelerar, mas daria   pra                                              pra      aumentar a intensidade)
7                         6
8                         7
9                         8
10                       9
11                       6
12                       7
13                       8
14                       9     
15                       6
16                       7
17                       8
18                       9
19                       10
20                        5     (voltou pra intensidade inicial, pra terminar)


O autor sugere que esse treino seja feito logo depois de acordar, em jejum. Há muitas controvérsias sobre treinar em jejum. Não vou discutir aqui argumentos contra ou a favor. Se você não quer treinar em jejum, não treine. Se não tem tempo de treinar de manhã, treine em outro horário, mas treine.
Proponho que experimentem esse tipo de treino, que economiza tempo e turbina a queima calórica. Depois, se quiserem, deixem o feedback de como se sentiram. Nem me perguntem quantas calorias são gastas num treino desse, pois não faço ideia. O fato é: o metabolismo acelera, pra mim, no sétimo minuto, e ao fim do treino estou suando que nem uma louca, sinto que me esforcei muito, mas estou cheia de energia pra começar meu dia (depois de um banho, claro).
Não sei a prática de exercícios físicos de quem está lendo isso. Como já comentei anteriormente, em 2009 em comecei a correr e treinava três vezes por semana 10km na esteira, e ao menos uma vez por mês participava de corrida de rua. Além de diversos benefícios que a corrida traz (e claro que emagrece muito e deixa as pernas lindas), o que eu curtia muito quando estava naquela rotina de treino era a sensação de SUPERAÇÃO.
A cada dia que eu me propunha a treinar, eu me comprometia a superar meu limite do treino anterior. Isso vale pra musculação e pra aeróbico. Se eu pegava 5 no bíceps, hoje vou pegar 6. Se eu fazia 10km em 60 minutos, hoje vou fazer em 59, e de pouquinho em pouquinho ia aumentando. A proposta do Bill é exatamente essa. Você nunca ficar estagnada na zona de conforto, e dia após dia dar o seu melhor. Quando comecei o desafio, há 6 semanas, pegava 150 no LegPress (porque já treinava). Hoje pego 180. Quando comecei, a solução de 20 minutos eu fazia com uma velocidade inferior das que faço hoje (pra todos os níveis de intensidade), e quase não colocava inclinação. Hoje, meu nível dez estou fazendo com 8,6 km/hr e elevação 6.
A sensação de superação é uma das mais gratificantes que alguém pode sentir, na minha opinião. Você se sente capaz de fazer tudo, e isso, neurolinguisticamente falando, é muito positivo. É importante que seu cérebro receba constantemente a mensagem "Eu consigo!". Quando isso virar uma rotina, meu bem, ninguém te segura, e quando você vir você eliminou 20 quilos brincando. Dê reforços positivos durante e depois do treino, do tipo "Vamos, Julinha, você consegue" e "Parabéns! Você conseguiu! Você é demais!". Vocês vão achar que sou louca, mas tudo bem. Eu falo sozinha mesmo, eu me elogio, e ultimamente tô tendo um caso louco de paixão por mim. Mas até vocês lançarem um blog, ninguém vai saber que vocês falam sozinhas, então vão em frente. Sabe aquele incentivo que você não obteve do seu namorado? Não fique esperando- dê essa força a si mesma. Aquele reconhecimento que não veio do chefe? Reconheça você mesma. O importante é que o cérebro receba a mensagem, não importa de onde venha.

Segue a minha planilha do terceiro dia de treino. Essa planilha vem no livro, pra tirar xerox e manter um registro de todos os dias de treino. Claro que você só vai completar DEPOIS de acabar de treinar.
Se alguém quiser, me pede que eu mando uma planilha em branco.


Se vocês notarem, no topo da folha há o horário previsto de início. É importante ter planejamento. Essa é uma palavra chave no emagrecimento, e depois escreverei mais sobre isso.
Os "Is" que vocês vêem indicam a inclinação que eu coloquei na esteira.

Vale lembrar de procurar orientação profissional. Orientação não é autorização. Há profissionais que provavelmente não vão concordar com esse tipo de treino. Mas se você quer fazê-lo, oriente-se a respeito do seu condicionamento e treine do seu jeito. Nada de copiar minha planilha! É só pra ilustrar.
Bom dia pra vocês!

Julia

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Os incomodados que se MUDEM"!!! - pequenas mudanças que você já pode adotar

Em apenas dois dias de blog, a Julia e eu já tivemos mais de 160 acessos; alguns comentários aqui, outros no Facebook; palavras de incentivo e várias pessoas interessadas em seguir o desafio, ou, ao menos, dispostas a mudar alguns hábitos. Ficamos muito felizes e gostaríamos de agradecer todo o carinho.

Como a Julinha comentou, vocês devem ter percebido que, apesar de ser um blog sobre emagrecimento, ainda não falamos nada sobre a alimentação, o programa de exercícios, calorias, tamanho das porções e todo o resto que vem com uma "dieta". Mas a Julia também já explicou o porquê e já reforçou que não se trata de uma dieta, não é? O nosso desafio vai além de uma dieta ou de um objetivo urgente e temporário. Sim, nós nos propusemos 12 semanas para um corpo melhor e isso coincide (coincidência mesmo?!) com o verão e com o início de um novo ano. Não faz sentido o velho ditado "ano novo, vida nova"?! Pois é, nós queremos mudanças para a vida. Não é dieta, é reeducação alimentar. Mais que isso, é uma mudança de hábitos. E, muito mais que isso, é uma mudança profunda de atitude.

Muitos dos comentários que tivemos expressavam uma vontade de seguir o desafio, mas, por variados motivos, os interessados diziam não estar prontos. Alguns disseram ter vontade, mas ter pouca iniciativa. Outros, disseram ter compromissos sociais (visita da mãe, festa de casamento, churrasco no fim de semana, feriadão chegando, etc.), estar sem dinheiro pra academia ou pra comprar produtos light (que costumam ser mais caros), falta de tempo pra cozinhar e por aí vai. Motivos ou desculpas, a falta de motivação suficiente geralmente é o que nos impede de dar o pontapé inicial.

Agora que já abordamos (e continuaremos abordando) alguns tópicos relacionados ao nosso estado emocional e processo de auto-conhecimento (isso ainda se escreve assim?!) e desenvolvimento pessoal, acreditamos ter dado passos importantes para que o desafio dê certo. Então, vamos passar ao próximo passo.

Olhou para si mesmo e não gostou do que viu? Seja corajoso e, ao invés de virar-se as costas, aceite-se! É o primeiro passo para que "a sombra" não roube suas forças no eterno conflito interno. Continua incomodado? MUDE-SE!!! (não deste para outro blog!) Inicie sua mudança interna. E ela se refletirá na mudança que você quer ver em seu corpo. Se você é como eu e tem medo de encarar o fracasso de se propor um desafio que não tem certeza se conseguirá cumprir, vamos em doses homeopáticas, então. Comece devagar, mas comece! Pequenas mudanças já darão resultado e, quem sabe, fortaleçam a vontade? Mãos à obra:

1) Se você nunca seguiu nenhum programa de reeducação alimentar na vida ou só seguiu dietas malucas, você precisa de ajuda profissional. E a Julinha e eu não vamos poder te ajudar nesse aspecto. Pesquise e informe-se sobre os programas e adote um que pareça ter a ver com seu estilo de vida. Frequentar as reuniões semanais irá ajudá-lo a definir sua meta, saber o quanto e o que comer, aprender algumas coisas sobre nutrição e irá apoiá-lo na motivação.

2) Algumas pessoas tem restrições médicas, ou condições especiais, tais como estar amamentando, ser adolescente, etc e também precisam de orientação. Procure um médico ou nutricionista antes de iniciar um programa alimentar ou de exercícios.

3) Comece por trocar o açúcar por adoçante; o leite integral pelo desnatado; a manteiga por requeijão light; o pão francês por pão de forma light/integral; o macarrão e arroz branco pelo integral; o óleo pelo azeite; o iogurte de chocolate pelo natural desnatado; a picanha pelo filé magro, frango ou peixe de carne branca; as frituras pelos grelhados ou cozidos no vapor; o molho pronto da salada por uma colher de chá de azeite, vinagre/limão e sal; os queijos amarelos pelo queijo minas light; os embutidos pelos filés e frios light de aves.

4) Beba mais água: deixe uma garrafinha na mesa do trabalho, leve pra sala de aula, pra academia. Abasteça-a umas 4 a 6 vezes ao dia e, quando sentir aquela ansiedade de querer comer alguma coisa, beba água. Muitas vezes, é só sede.

5) Não passe muito tempo sem comer. Se você sente muita fome entre as refeições principais, programe lanches leves entre as refeições. Uma barra de cereais light, uma fruta, um iogurte natural desnatado ou de frutas light, um sanduíche de pão integral com queijo branco, legumes crus... Isso evita que você chegue em casa ou no restaurante e devore um prato enorme.

6) Você mora sozinho? Cozinha suas próprias refeições? Aproveite-se desse poder de decisão e comece a pesquisar receitas leves e saborosas e a inventar mais na cozinha. Escolha carnes brancas e magras e remova toda a gordura aparente. Reduza o consumo de óleo e azeite para duas colheres de chá diárias. Mas lembre-se: esse consumo mínimo é necessário para a melhor absorção de vitaminas e você não deve eliminar a gordura de vez, apenas escolher fontes de gordura saudável. Você conseguirá isso se utilizar essas duas colheres de chá de azeite ou óleo vegetal apenas nas saladas e cozinhar todos os outros alimentos sem óleo em panelas antiaderentes. Adicione um pouquinho de água ao dourar carnes e cozinhar legumes, apenas para que não grudem. Em breve, seu paladar irá se acostumar e você ainda agradecerá o fato de sua louça estar mais fácil de lavar! E cuidado com a crença de que "azeite é saudável, então é liberado"! Sim, é saudável. Assim como castanhas. Mas são muito calóricos e devem ser consumidos com restrição.

7) Se você almoça fora, preste atenção ao tamanho das porções. Prefira os restaurantes por quilo, com variedade de saladas e legumes e carnes grelhadas. Uma dica é dividir seu prato em quatro partes: 1/4 de folhas, 1/4 de legume(s) cozido(s), 1/4 de carne magra ou outra proteína (se você é vegetariano), 1/4 de carboidrato. E evite o "pouquinho de tudo". Varie suas escolhas de legumes, folhas e frutas no dia-a-dia e monte pratos coloridos.

8) Inicie, gradativamente, algum tipo de atividade física que o agrade. Vale caminhada, descer do ônibus ou metrô antes da parada, subir escadas, ir de bike. O importante é que você comece. E aos poucos, se estiver parado há muito tempo. Nada de exageros! Não precisa sair literalmente correndo atrás do prejuízo, correndo o risco de ter alguma lesão ou treinar fora de seu limite saudável.

9) Diminua a ingestão de doces e bebidas alcoólicas.

10) Coma mais frutas, legumes e saladas. Nos Vigilantes do Peso, o sugerido é um mínimo de 2 frutas e 3 porções de legumes ou folhas por dia. O máximo irá depender da sua cota diária, que será calculada de acordo com seu peso atual. Mas, cuidado: frutas podem ser calóricas, não exagere!


"You see, I know change. I see change, I embody change. All we do is change. Yeah, I know change. 'Cause we're born to change. We sometimes regard it as a metaphore that reflects the way things oughta be. In fact, change takes time. It exceeds all expectations. It requires both now and then. See, although the players change, the song remains the same. And the truth is... you've gotta have the balls to change!" (Vinnie Jones intro to "Introducing Joss Stone")

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O que temos em comum

Nem todos meus amigos conhecem a Carina e nem todos seus amigos me conhecem.
Senti, então, ser necessário escrever como nos conhecemos e nos tornamos tão amigas em tão pouco tempo.

Nos conhecemos no segundo jogo do Brasil da Copa do Mundo de 2010, lá no Minas, Tutu e Prosa. Ambas somos do Couchsurfing (http://www.couchsurfing.org/), e o grupo de São Paulo havia marcado de ver o jogo juntos. Eu costumava frequentar bastante os eventos do grupo, mas não a conhecia, pois ela entrara há pouco tempo.
Depois do jogo algumas pessoas foram na quermesse da Nossa Senhora do Brasil (acho). Não me lembro quem nos deu carona, mas lembro que fomos no mesmo carro. Trocamos algumas palavras na quermesse, mas não muita (pra quê conversar com mulher?), mas voltamos de ônibus com outras pessoas e conversamos um pouco mais.
Na semana seguinte Carina me convidou para um jantar em seu apartamento, com algumas outras pessoas, e aos poucos fomos nos aproximando. E pronto.

Ambas somos professoras de inglês.
Ambas gostamos de dançar (e tivemos uma fase de samba e forró semanais).
Ambas falamos (e escrevemos) muito, e adoramos falar de nós mesmas.
Ambas somos mulheres de fé (ela é espírita, e eu tenho minha fé no Divino)
Ambas curtimos coisas místicas
Ambas reclamamos muito de homem (e qual mulher não reclama, não é mesmo?)
Ambas fizemos o Leader Training (na verdade, eu só fiz porque ela me falou que existia, e ela foi minha madrinha)
Ambas somos comprometidas com nosso crescimento pessoal
Ambas queremos eliminar quilinhos extra (e qual mulher não quer, não é mesmo?)
Ambas sentimos estar na hora de parar de se fazer de vítima, de culpar os outros pela nossa engorda, nossa solteirice, nossa celulite e levantar a cabeça e mudar.

"Se você fizer o que sempre fez, sempre terá o que sempre teve" (Henry Ford)

Ad lucem

Talvez vocês achem estranho esse ser um blog de emagrecimento e até agora nem eu nem a Ca termos postado nada sobre cardápio, porções, exercícios físicos, etc. Há uma razão muito clara pra isso: a má alimentação e o sedentarismo não são a causa do excesso de peso, são consequência de alguma necessidade/insatisfação/vazio que temos dentro de nós. Believe me.
A condição para termos um emagrecimento efetivo e definitivo é saber quais são as coisas que te levam a comer mal ou excessivamente. Cada um com seus problemas, certo? Vou dizer qual é a minha questão e, talvez, alguém mais se identifique. Podem compartilhar se se sentirem à vontade.
Pra isso eu vou ter que voltar um pouco no tempo (a grande parte dos nossos problemas hoje são repetição de problemas que tivemos na infância ou fruto de cargas negativas, também da infância).
Eu tive uma infância ótima! Muitos amigos, festas em casa, boa condição social, sem dramas. As minhas memórias de infância são lindas- mas só as que vêm facilmente.
Se eu fizer um pouco de esforço pra lembrar acontecimentos que possam ter me causado dor quando eu era pequena, começam a vir à luz várias coisas que fazem todo o sentido.

Conforme já comentei em outro post, sou adotada. Fui adotada muito nova, acredito que tinha uns 10 dias de vida. Nunca conheci meus pais biológicos, e, sinceramente, nunca tive curiosidade de saber quem eles foram. Eu sempre soube que fui adotada, e não me lembro do momento de meus pais me contando. Sempre foi algo normal e nunca tive problemas com isso- não conscientemente. Às vezes até me esqueço, e meus pais esquecem que eu não tenho o mesmo sangue que eles.
Momento fofo:
Quando tinha 17 anos, antes de uma cirurgia que eu faria, minha mãe foi comigo conversar com o anestesista. Ele perguntou se alguém na família tinha alguma doença, e minha mãe falou: Sim, minha mãe tem diabetes.
E eu: Er... Manhê... Eu sou adotada, lembra?!
tch-tcham

Enfim... No meio do ano passado uma grande amiga parou de falar comigo de uma hora pra outra. Na época eu ainda estava magra (não com 68, mas com uns 72kg) e comendo bem. Acontece que a pessoa em questão simplesmente desapareceu do mapa, sem me dizer o por quê, e não atendia minhas ligações nem respondia meus e-mails. Eu comecei a sentir uma dor sem precedentes. Durante cerca de 2 meses eu caminhava na rua com a mão sobre o peito, de dor física que eu sentia. Nem preciso dizer que engordei horrores, certo?
Depois de conhecer a Deeksha (Bênção da Unidade), fazer um curso chamado Despertando na Unidade (com o casal que media as sessões de Deeksha) e participar do Leader Training (pelo Núcleo Ser), descobri que o motivo de tanta dor foi um só: o sentimento de rejeição.

Oras... o sentimento que o "abandono" dessa amiga me causou foi exatamente o mesmo que me causou o "abandono" dos meus pais biológicos. E é o mesmo sentimento que tenho sentido a vida inteira quando o gatinho não liga no dia seguinte, ou quando um ficante não engata. A minha dor quando o gatinho não atendia não era ego ferido. Era uma dor profunda, pois mexia em uma ferida aberta. Eu não tava nem aí para quem estava me dando bota. Muitas vezes eu nem gostava do cara realmente. Mas eu sofria, e chorava, e comia... Por me sentir rejeitada. Faz sentido, não?

Então fui eu trabalhar minha rejeição (e continuo). E o que fazer com isso? Bom... agora, sabendo que a rejeição é uma grande carga pra mim, procuro, quando a sinto (pois os gatinhos continuam não ligando), compreendê-la. Identifico essa dor, aceito dentro de mim (tipo "ok, rejeição, você foi identificada. eu vou te sentir"), mas não sofro- e não como.

No Leader Training a gente aprende que normalmente cada pessoa tem uma GRANDE carga. Aquele sentimento que se repete over and over na sua vida, causado por diferentes situações. É pra isso que você deve olhar. É nele que você deve focar e trabalhar. É sobre ele que você precisa lançar o foco de luz.

Boa sorte

O efeito sombra



Uma coisa muito legal de ser eu mesma é que minhas amigas são foda. Sério mesmo. Não vou nem comentar sobre a Carina e a importância de ter ela comigo nesse desafio (tá, já comentei). Por sinal, também a admiro muito.
Mas a Ca não é a única que eu admiro e que sempre me deu uma força imensa no emagrecimento. Carolina Lomba, veterana minha da faculdade e parceira de muitas coisas, recomendou-me o livro "O efeito sombra". Daquele jeitinho carolínico de ser, num dia que nos encontramos num bar, olhou pra mim e disse, eufórica "Ju! Você precisa ler o livro que estou lendo! Ele mudou minha vida". Pronto. Não precisava falar mais nada.
Claro que depois ela me explicou sobre o que o livro tratava, e à medida que ela falava eu pensava "Tenho que comprar esse livro amanhã!"
Depois de alguns dias comentei do livro com a Carina, e ela me disse: "Julinha, não acredito! Minha mãe me deu esse livro pra ler e eu tô enrolando pra começar"
Espero que vocês possam sentir a mesma euforia que eu e as meninas sentimos. Mas recomendo esse livro apenas às pessoas que não têm medo de si.
Nós já havíamos embarcado num processo ativo e intencional de autoconhecimento. Tem gente que foge de terapia, que acha que já se conhece e vive numa felicidade ilusória. Nem se faz necessário um livro desse pra começar olhar pra dentro de si. E não se enganem: não é só pra gordinhos. O vício do gordo é a comida. Qual é o seu? E o que te faz recorrer a ele? Releia as perguntas. Respire fundo e se observe.

Bom, mas não quero cair na escrita de auto-ajuda (ao menos não por enquanto). Vamos ao que interessa:

Primeiramente, se você se propõe a ler um livro de auto-ajuda/autoconhecimento/autodesenvolvimento, não espere uma literatura deliciosa. Pra ser bem sincera, eu tinha um preconceito ENORME em ler auto-ajuda. Imaginem só: eu, formada em Letras na USP! Bobagem...
Realmente, alguns livros são mal escritos que até doem, mas contém informações importantes que podem ajudar você a se descobrir.
Felizmente, esse não é, exatamente, o caso do Efeito Sombra. O livro não é mal escrito. Meio repetitivo, talvez, mas apresenta a teoria da sombra.
Sobre a sombra: Sabe aquele defeito que você luta desesperadamente pra ninguém descobrir que você tem? Aquela parte de você que você bebe junto com a cerveja, traga junto com o cigarro ou engole com a batata Ruffles? É a tua sombra.
As partes de você que você reprime- por diversos motivos- têm te assombrado a vida inteira, e esperam que você as pare de ignorar. A sombra, quando você a nega, vem à tona, inevitavelmente- e os estragos são tsunâmicos.

Não se engane: você tem sombras. Todos temos.
Crescemos sendo reprimidos. "Você não pode ser egoísta", "Sentir inveja é feio", "Homem que trai o pipi cai", etc... Julgamentos que escutamos durante toda a nossa vida podam nossa essência. Crescemos para ser pessoas boazinhas, educadas, comportadas, éticas e honestas. Acontece que todas as pessoas têm todas as qualidades e defeitos.
Eu sei que é difícil aceitar que você tem as mesmas características que um estuprador, que a vizinha que trai o marido com o carteiro, que o mal-educado do metrô que não espera as pessoas saírem pra só depois entrar no vagão.
Mas você tem.
O livro é escrito por três autores- Marianne Willimson, Deepak Chopra e Debbie Ford, mas a teoria não é deles.
"A sombra é uma parte de nossa consciência, nas palavras de Carl Gustav Jung a sombra é “a coisa que uma pessoa não tem desejo de ser”. A sombra é a parte oculta que existe em nossa psique, nossos sentimentos repremidos, medos, desejos, a sombra pode ser um aliado ou o destruidor de nossas vidas.
O principal objetivo do livro O Efeito Sombra é apresentar ao leitor o conceito desse elemento presente e onipresente em nossa psique, mostrar como a sombra atua em nosso dia-a-dia, em nossa vida, os prejuízos que ela traz quando é ignorada e desconhecida e o grande número de portas que ela pode abrir quando é aceita e compreendida. "


Quem estiver disposto a enxergar a parte mais feia de si, não deixe de ler esse livro.
Diz meu mestre Sri Baghavan: "Todos somos uma fossa séptica". Aceite isso, não tem problema nenhum. Você não é pior (e, infelizmente, nem melhor) que ninguém. Está todo mundo no mesmo fedor.

O doloroso cair das fichas

Lembram da história do jeans partido? E a do coração partido? Pois é! Ambas há uns três anos, três anos e pouco. Como alguém pode levar tanto tempo para se recuperar de um pé na bunda?! E como alguém pode levar tanto tempo para retomar as rédeas de sua vida?!

Numa noite dessas, eu estava conversando com amigos numa mesa de bar e falávamos de cabelos. Uma das meninas tem cabelos curtos lindos e eu não consigo imaginá-la de cabelos compridos. Passaram a discutir se eu fico melhor com os atuais curtos e, como são amigos de curta data, não haviam me visto com os longos. Recorrendo à modernidade à mão, acessei o Facebook pelo celular e mostrei-lhes as fotos dos cabelos compridos. E fiquei olhando para aquelas fotos e aqueles cabelos. Eram da minha fase "nunca estive tão linda e tão triste". Quem era aquela menina? Quem era esta?! Pessoas completamente diferentes! Quem era a triste?! O que foi que eu fiz comigo mesma?!

Fiz uma tatuagem num dia em que queria uma dor maior do que a que eu sentia, tentando provar pra mim mesma que eu era forte e que suportaria. Cortei os cabelos, tentando cortar o sofrimento. Escondi-me, mais uma vez, sob uma capa de gordura, para afastar novos relacionamentos, para os quais não estava pronta. E pensava: "Estou cansada de caras lindos que só querem me comer! Vou encontrar um cara legal que vai gostar de mim como eu sou!". E eu mesma me amava e me aceitava cada vez menos.

Quando eu me achei completamente curada do coração partido, saía há alguns meses com um amigo de uma grande amiga e a coisa se encaminhava para um namoro, quando, de repente, ele meio que surtou e não nos vimos mais. Um tempo depois, numa tentativa minha de ficarmos amigos, ele me manda a seguinte mensagem: "você não passa de uma gorda chata e infeliz". Ele poderia ter dito qualquer outra coisa e provavelmente não me incomodaria tanto. Mas... gorda?! Eu?! Passei alguns dias pensando nisso. Depois passou.

Depois de ter passado por várias academias e ter retomado várias vezes o meu programa de reeducação alimentar, desde a balancinha até as mais recentes versões dos PontosFlex dos Vigilantes do Peso, por três vezes atingindo minha meta, eu me achava uma expert no assunto e pensava "eu sei exatamente o que fazer para emagrecer!". Ou "já deu certo outras vezes, basta eu querer!". Ou ainda: "estou num momento atribulado agora, mas logo me organizo e volto pra academia - que já está paga, inclusive!". Exatamente: basta eu querer! E eu acho que não queria o suficiente.

Pergunte para uma mulher o que ela mais quer na vida. Duvido que, dentre as cinco primeiras respostas, uma não tenha a ver com "ser/voltar a ser/permanecer magra"! Entre querer da boca pra fora e querer controlar o que vai da boca pra dentro, há uma grande diferença. Querer planejar-se, dispor-se a encarar aprendizagem, mudanças de hábito e rotina e abrir mão de certas coisas para que isso aconteça, são outros quinhentos. Ah, claro, sem falar no fato de que eu nunca fui gorda, que vocês se lembram de eu ter mencionado no post anterior, certo? Daí entra a coragem de olhar sinceramente para si mesmo, de fora pra dentro e de dentro pra fora.

Uma ou duas semanas depois, a Julinha me liga num domingo, toda empolgada, me contando que se propôs um desafio de doze semanas, me falando de um livro que ela tinha comprado e tal. E eu dando o maior apoio para que ela fizesse o desafio e emagrecesse. Ela então me lança a pergunta: "topa fazer comigo?" Pensei: "putz, vou fazer pela Julinha!". Ao dizer "eu topo!", no entanto, eu percebi que estava sendo sincera e que tudo fazia muito sentido: tive 3x 12 meses para tomar essa atitude e não tomei. Agora, me restavam 12 semanas para o Natal. 2012 chegando... e eu 12kg acima do que gostaria. Em 12 semanas, traçando uma meta realista para minha média de emagrecimento nos Vigilantes, eu poderia eliminar metade do que preciso, ou mais, dependendo da disciplina.

A Julia, então, me falou das "regras" do desafio (que você vai encontrar no segundo post do blog). Ok, quase tudo ok. Voltei pra academia e a avaliação física cuidou dessa parte de pesos e medidas. Mais de três dias depois e a Julia pergunta:
"E a foto?"
"Putz, é mesmo. A foto!" "Ah, Julinha, não tem quem tire pra mim uma foto de biquíni de frente, de costas e de lado, né?"
"Põe no timer!"
"Fodeu! Não tenho mais desculpas pra não tirar a porra da foto!", pensei. E lá fui eu pagar o mico do século!

Olhei bem pra aquela cabeça de cabelos curtos, sobre tronco e peitos pequenos, que obviamente foram cortados pelo criador do Frankenstein e colados com uma bunda enorme sobre culotes gigantes, domados pela celulite e pela flacidez. E essa barriga que nunca existiu?! Daí eu me lembrei do livro da sombra. E me lembrei de que, se continuasse a fechar os olhos, a sombra venceria. Então eu olhei nos olhos daquela mulher da foto. E enxerguei a criança que mora nela. E a abracei com todo o meu amor. E a aceitei como ela estava. E me lembrei de como ela foi e de tudo o que ela quer ser. Nós nos demos as mãos e, juntas, mais fortes, lembramos que temos a Julinha Barreiro ao nosso lado, caso a gente precise de uma amiga nas horas difíceis. E isso faz cinco semanas e três quilos.

Pra fechar, eu quero dizer que eu admiro demais a Julia. Porque ela traça metas como ninguém e as cumpre. Tenho muito orgulho dela e fico feliz demais por tê-la levado ao Leader Training e ser sua madrinha. Se bem que isso hoje em dia meio que se mistura: ela cuida de mim quando esqueço de onde vim e pra onde quero ir. E sou muito grata por ela ter sutilmente me dito o que eu precisava ouvir. E por me amar tanto a ponto de me convidar para emagrecer com ela. Sim, porque tem que ser muito amiga pra te querer magra! Imagine se mulher quer competição de mais mulher gostosa nesse mundo, né?!

O conto da sanfona (ou, a história da minha vida... de gordinha)

Um dia eu sentei nesta mesma cadeira para acessar a internet e... rrrrrsssssssh! Aqueles jeans skinny, que eu amava usar com botas de cano longo, aqueles em que eu me sentia sexy e poderosa, abriram nos fundos. Morri de vergonha de mim mesma! "Que bom que não tive testemunhas!", pensei. Nunca tinha me acontecido antes, claro! Eu nunca fui gorda.

Sou a mais velha dos quatro filhos de um casal que sempre vi gordinho e nunca fez nenhum exercício físico. Meu pai não era de se estranhar, pois sempre me lembro dos seus pratos como pequenas montanhas. Já minha mãe, surpreendentemente, sempre comeu pouco e me ensinou a gostar de quase tudo, principalmente saladas e legumes cozidos dos mais variados. Sempre tive quadris largos, herdados da mamãe, culotes e coxas grossas, mas... nunca fui gorda.

Em 1995, ao vir morar em São Paulo, comecei a engordar. De início, morei por um ano e meio com uma tia, que insistia para que eu comesse às 23h, ao chegar do trabalho, mesmo quando já havia jantado. Depois, comecei a namorar um gordinho e descobri os prazeres... da mesa. E eu que achava que comida fosse só pra me nutrir! Minha nova família tinha um encanto e classe que a minha nunca teve: sentarem-se todos à mesa, apreciar longamente uma refeição com várias etapas, com boa conversa e boa bebida. Sua irmã é chef de cozinha e especialista em confeitaria. Criativa ao inventar pratos sofisticados, acompanhados dos melhores vinhos, escolhidos a dedo por seu marido, ela adorava nos usar como cobaias para testar suas receitas e ficávamos muito honrados com os convites, obviamente! Sabe aquele ditado "filha de peixe, ...?" Apresento-lhes minha ex sogra: fã das receitas tradicionais, herdadas por gerações; tempero imbatível, ingredientes de primeira, requinte em servir, gosto por receber, dom de ensinar... As duas me fizeram aprender a apreciar bons pratos, a aguçar o paladar e a gostar de cozinhar e receber. As duas, magras.

Alguns anos de namoro, pouco sexo e muitos quilos depois, minha ex sogra me apresentou aos Vigilantes do Peso. Ela havia seguido o programa e me emprestou os livrinhos e, naquela época, a balancinha. Eu me lembro de comer muita abóbora e de achar um saco ter que pesar tudo, mas, com a ajuda dos Vigilantes e com umas 4 horas na academia por dia, entre musculação, esteira, natação e aulas de alongamento, eu emagreci uns 7kg. Meu professor da academia disse "olha, vou confessar que, quando você entrou, eu te achava gordinha". Meu irmão mais novo, um dia, me disse para eu parar a musculação, pois estava com pernas de jogador de futebol. Lembro-me de ter deixado de comprar um vestido por ter um recorte que mostrava minhas costelas. No entanto, eu me via como uma cintura fina e um par de culotes imensos. E, mesmo sabendo que eu estava muito mais gostosa, o sexo era cada vez menos frequente e eu, cada vez mais deprimida. Engordei novamente.

Mudei de academia, voltei para os Vigilantes, atingi minha meta, mudei-me para os EUA em 2003, onde morei um ano, pesando cada vez menos. Emagreci demais! Era muito frio, eu fazia musculação e nadava no YMCA, tinha uma vida ativa cuidando de duas meninas como au pair e pouco acesso à geladeira em uma casa que não era minha. Lá, eu fiquei reta, praticamente quadrada, sem curvas. Não gostava do meu corpo tão magro, nem me reconhecia no espelho, nem nas fotos, mas nunca fui tão feliz! Havia reencontrado a alegria de viver, havia me reencontrado e havia voltado a comer por necessidade, não por prazer.Terminado o ano de 2003, voltei para o Brasil e terminei o namoro.

Vim morar sozinha em 2005. Teria todos os motivos para me manter magra, já que eu era dona da minha cozinha e da minha vida. Mas morar sozinha me deixava solitária e eu comia, ou chamava os amigos para comer e beber comigo.

Em 2007 eu me apaixonei, desta vez por um magrinho. E gente apaixonada encontra uma motivação louca, não é?! Passei a frequentar uma academia perto do trabalho e, novamente, voltei para as reuniões dos Vigilantes do Peso. Emagreci uns 9kg. Nadava, fazia musculação e estava começando a correr. A academia estava perfeitamente integrada na minha rotina, assim como os bons hábitos alimentares. Foi quando veio o pé na bunda que mudou minha vida pra sempre. Nunca estive tão linda e tão triste ao mesmo tempo!

Em 2009, fiz o Leader Training. O treinamento transformou minha vida. Dentre muitas coisas importantes, aprendi a traçar metas. Ainda em 2009, decidi fazer um curso na minha área que me forçava a estudar em todo o tempo livre: fins de semana e, durante a semana, os horários da academia. Minha vida profissional mudou da água para o vinho nesses últimos anos. Com ela, mudou também do vinho para a água o meu corpo.

Final de 2011. Finalmente acordo! Três anos e meio, um pé na bunda, uma "demoção" e 13 quilos depois, cá estou eu, finalmente disposta a olhar para mim e, desta vez, a não culpar mais ninguém pelo meu excesso de peso. Mais que isso, com a melhor motivação do mundo: pela primeira vez na minha vida, eu vou emagrecer por mim mesma. Porque eu me amo e mereço me tratar bem!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O desafio

O início:
Depois de algum tempo engordando descontroladamente, resolvi tomar uma atitude em relação a meu corpo.
Minha alimentação não estava muito comportada, eu estava frequentando a academia, mas sem mudanças muito visíveis. Eu queria emagrecer pra ontem, efetiva e definitivamente.
Foi então que eu lembrei de um livro que uma amiga havia me mostrado em 2005- Body for Life, de Bill Phillips. No dia seguinte dessa lembrança, a caminho do trabalho, passei pelo sebo que tem na passagem subterrânea na Avenida da Consolação (por onde nunca passo). Estava com pressa, mas tive que parar: Foi eu descer as escadas que vi a cara do Bill Phillips na capa. Nem pensei duas vezes: comprei o livro e o reli em um dia.
O autor propõe um desafio de 12 semanas para mudar o corpo e a vida. Fazer musculação 3x por semana, superando-se a cada dia, para trocar massa gorda por massa magra, fazer 20' de exercício aeróbico por dia (com intensidade gradativa a cada minuto), e comer apenas os alimentos permitidos.
As fotos e os depoimentos me convenceram a colocar o desafio em prática. Acontece que eu não acredito em dietas e a alimentação do livro me parecia muito restritiva. Além disso, ele propõe uma alimentação de 3 em 3 horas, que vai contra o que meu corpo pede (desde que fiz reabilitação alimentar na Meta Real ® faço 3 refeições completas e balanceadas por dia, e respeito o intervalo digestivo, que leva de 5 a 6 horas).
Resolvi então, da forma mais tupiniquim que conheço, fazer um bem-bolado: Resolvi seguir o método de reabilitação alimentar do Meta, e seguir o plano de exercícios de Bill Phillips.
Propus, então, à Carina Alves acompanhar-me nessa jornada, pois sabia que ela gostaria de estar alguns quilos mais magra. Expliquei o desafio, e, como ela tem outros hábitos alimentares e menos tempo que eu para praticar exercício físico, o que lhe propus foi: focar na mudança do corpo e da alimentação em 12 semanas, do jeito que puder. 


Por onde começar:
Passo 1: Compre um caderno.
Esse caderno (ou diário) será fundamental para você registrar sua evolução.

Passo 2: Tire suas medidas e se pese
É essencial tirar as medidas (busto, cintura, braços, pernas, pescoço, quadril). Assim, você saberá o quanto reduziu no final do desafio. E, claro, pese-se.

Passo 3: Tire fotos do antes
Acredite, não vai ser fácil. Então encare como o primeiro pequeno desafio: Coloque aquele biquini em que você não fica bem há um tempo e tire 3 fotos suas: de frente, de perfil e de costas. Aceite que você está acima do peso e não se odeie por isso. Imprima a foto, olhe-a e repita a si mesma: " Ok, eu estou assim. Se eu me coloquei onde estou agora, só eu posso me tirar daqui".


Passo 4: Monte sua autoimagem
Encontre uma pessoa (famosa, por exemplo) que tenha o seu biotipo e o corpo que você gostaria de ter. Imprima a foto da pessoa, de preferência faça uma montagem com o seu rosto (O que o Meta Real chama de autoimagem), e cole no caderno ou deixe do lado do espelho. A sua autoimagem é o seu destino, você precisa tê-la sempre à vista para deixar claro para seu cérebro aonde você ser chegar.

Passo 5: Escreva aonde você quer chegar
No seu caderno, escreva afirmações, que idealmente você repetira a si mesma duas vezes por dia durante as 12 semanas, também para deixar claro ao cérebro o que você quer atingir.
Por exemplo: Daqui 12 semanas, no dia x, terei eliminado 15 quilos. 
Daqui 12 semanas, no dia x, estarei usando manequim 40.
Daqui 12 semanas, no dia x, estarei com x centímetro de quadril.

Então foi isso: Expliquei o desafio e lhe expliquei a importância desses primeiros passos antes mesmo de pensar na alimentação. Por mais que sejamos relutantes em nos enxergarmos numa forma física em que não queremos estar, é importante encarar a realidade, apropriar-se dos nossos defeitos e prontos fracos, e respirar fundo.

E vamo que vamo! 12 semanas para entrar em 2012 com um corpo melhor!
por Julia




Um breve resumo sobre mim- Julia

Insatisfação, baixa auto-estima, insegurança, sentimento de fracasso...
Quem olha pra mim nem imagina que, por detrás de um sorriso largo, energia positiva e uma risada gostosa, escondo sentimentos sombrios, pensamentos que me perturbam e me causam tormento. Permitam-me que eu me apresente:
Sou Julia dos Santos Barreiro.  Tenho 25 anos, sou formada em Letras pela USP e sou professora de inglês. Paulistana, vivi minha adolescência em Santos, e voltei a São Paulo para estudar. Sou filha adotiva de uma família linda, tenho duas irmãs (sou a filha do meio), pais casados há mais de 35 anos, e tios, primos e avós que agradeço diariamente por serem parte da minha vida. Moro com minha irmã mais nova em um apartamento em São Paulo, trabalho em duas boas escolas de inglês, tenho alunos agradáveis, amigos próximos e conheço muitas pessoas que fazem da minha vida uma jornada agradável e cheia de aventuras.
Aparentemente, não tenho nada do que reclamar (a não ser a solteirice que me assombra há uns bons anos).
Os sentimentos sombrios a que me refiri se esconderam durante toda a minha vida por detrás de bochechas fofas e barriga sobresaliente. Sempre tive excesso de peso, e sempre considerei que a causa disso fosse o meu prazer fora do comum por comer.
O que eu só fui descobrir depois que entrei na Meta Real ®, no primeiro semestre de 2008, foi que a minha obesidade (na época pesava 84 quilos, para meus 1,74 de altura) não era o problema, e sim o sintoma de que alguma coisa dentro de mim não estava nos conformes.
Esse grupo de reabilitação alimentar, que definitivamente mudou minha vida, foi o pontapé inicial para eu entrar num processo de autoconhecimento, no qual atualmente estou muito envolvida. Emagreci horrores, cheguei a pesar 68 quilos. A façanha não foi nada de outro mundo: o Meta me ensinou a olhar para dentro de mim, a comer balanceadamente e enxergar a comida como ela é: essencial para me nutrir. Mudei meus hábitos alimentares, comecei a correr e atingi objetivos que eu nunca pensei conseguir.
Aconteceu que, apenas 4 quilos distante de atingir minha meta, quando eu exibia um corpo saudável e manequim 40, pernas torneadas e uma postura elegante, tudo começou a mudar. O primeiro problema foi o modo como eu me enxergava. Embora eu visse na balança um peso, me enxergava de outra forma. Meu abdome era flácido e eu não me enxergava magra. As pessoas que me conheceram nessa época nem podiam acreditar que eu um dia já havia estado acima do peso, mas eu ainda me via como a gordinha simpática de mais de 80 kg.
O segundo problema foi o ano de 2010, possivelmente o ano mais sofrido pra mim, e, por outro lado, um ano de muitas descobertas.
Um sofrimento profundo tomou conta de mim por problemas pessoais, e eu me vi engordando, afogando minhas mágoas em chocolate quente, torta de frango e pão de queijo. Parei de treinar, passava semanas sem comer um prato de comida balanceado, e vivia me odiando, me julgando, me criticando. Eu não me deixava em paz. Não entrei em depressão, mas vivi, durante 4 meses, num estado de tristeza profunda. Engordei tanto que até parei de me pesar.
Foi aí que percebi que o buraco era mais embaixo. Eu já havia provado para mim mesma que podia emagrecer. Já tinha aprendido a me observar e perceber os motivos pelos quais eu recorria à comida. Eu me observava, mas não conseguia me controlar. E dá-lhe chocolate.
Parei de freqüentar o Meta, pois respeito muito os ensinamentos do programa, e não estava comprometida com meu emagrecimento. Depois de alguns meses, me abandonei por completo. Cheguei a ponto de só me olhar no espelho para ajeitar o cabelo, fugir de fotos e até deixar de sair por não me sentir confortável nas roupas que eu usava.
Em setembro do ano passado passei a freqüentar o Mecura, um instituto de mediação de cura, que nada tem a ver com emagrecimento. Eu precisava de ajuda pra lidar com o sofrimento pelo qual eu estava passando. Lá eu dei início a um trabalho de desenvolvimento espiritual e de autoconhecimento, ao qual eu sou dedicada até hoje.
Considero-me uma pessoa de sorte por ter excesso de peso. Se eu tivesse sido magra minha vida inteira, provavelmente não teria conhecido o Meta nem o Mecura, e seria alienada de mim. Talvez não me preocupasse tanto com a minha saúde, não comesse bem nem me conhecesse tão bem quanto me conheço hoje.
Hoje tenho comigo tudo o que preciso para vencer o desafio que me propus a superar: Conhecimento de como me alimentar adequadamente, sem dietas, adquirido pelo tempo que freqüentei o Meta Real®, saúde, disposição e tempo para me dedicar à práticas esportivas que me agradam (bicicleta, caminhada, corrida e musculação),  trabalho constante de autoconhecimento e autodesenvolvimento e, claro, uma grande amiga, Carina Alves, para me apoiar e seguir comigo, de mãos dadas, na superação desse desafio que seguramente mudará nossas vidas e nos ensinará muito sobre nós mesmas.