terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ad lucem

Talvez vocês achem estranho esse ser um blog de emagrecimento e até agora nem eu nem a Ca termos postado nada sobre cardápio, porções, exercícios físicos, etc. Há uma razão muito clara pra isso: a má alimentação e o sedentarismo não são a causa do excesso de peso, são consequência de alguma necessidade/insatisfação/vazio que temos dentro de nós. Believe me.
A condição para termos um emagrecimento efetivo e definitivo é saber quais são as coisas que te levam a comer mal ou excessivamente. Cada um com seus problemas, certo? Vou dizer qual é a minha questão e, talvez, alguém mais se identifique. Podem compartilhar se se sentirem à vontade.
Pra isso eu vou ter que voltar um pouco no tempo (a grande parte dos nossos problemas hoje são repetição de problemas que tivemos na infância ou fruto de cargas negativas, também da infância).
Eu tive uma infância ótima! Muitos amigos, festas em casa, boa condição social, sem dramas. As minhas memórias de infância são lindas- mas só as que vêm facilmente.
Se eu fizer um pouco de esforço pra lembrar acontecimentos que possam ter me causado dor quando eu era pequena, começam a vir à luz várias coisas que fazem todo o sentido.

Conforme já comentei em outro post, sou adotada. Fui adotada muito nova, acredito que tinha uns 10 dias de vida. Nunca conheci meus pais biológicos, e, sinceramente, nunca tive curiosidade de saber quem eles foram. Eu sempre soube que fui adotada, e não me lembro do momento de meus pais me contando. Sempre foi algo normal e nunca tive problemas com isso- não conscientemente. Às vezes até me esqueço, e meus pais esquecem que eu não tenho o mesmo sangue que eles.
Momento fofo:
Quando tinha 17 anos, antes de uma cirurgia que eu faria, minha mãe foi comigo conversar com o anestesista. Ele perguntou se alguém na família tinha alguma doença, e minha mãe falou: Sim, minha mãe tem diabetes.
E eu: Er... Manhê... Eu sou adotada, lembra?!
tch-tcham

Enfim... No meio do ano passado uma grande amiga parou de falar comigo de uma hora pra outra. Na época eu ainda estava magra (não com 68, mas com uns 72kg) e comendo bem. Acontece que a pessoa em questão simplesmente desapareceu do mapa, sem me dizer o por quê, e não atendia minhas ligações nem respondia meus e-mails. Eu comecei a sentir uma dor sem precedentes. Durante cerca de 2 meses eu caminhava na rua com a mão sobre o peito, de dor física que eu sentia. Nem preciso dizer que engordei horrores, certo?
Depois de conhecer a Deeksha (Bênção da Unidade), fazer um curso chamado Despertando na Unidade (com o casal que media as sessões de Deeksha) e participar do Leader Training (pelo Núcleo Ser), descobri que o motivo de tanta dor foi um só: o sentimento de rejeição.

Oras... o sentimento que o "abandono" dessa amiga me causou foi exatamente o mesmo que me causou o "abandono" dos meus pais biológicos. E é o mesmo sentimento que tenho sentido a vida inteira quando o gatinho não liga no dia seguinte, ou quando um ficante não engata. A minha dor quando o gatinho não atendia não era ego ferido. Era uma dor profunda, pois mexia em uma ferida aberta. Eu não tava nem aí para quem estava me dando bota. Muitas vezes eu nem gostava do cara realmente. Mas eu sofria, e chorava, e comia... Por me sentir rejeitada. Faz sentido, não?

Então fui eu trabalhar minha rejeição (e continuo). E o que fazer com isso? Bom... agora, sabendo que a rejeição é uma grande carga pra mim, procuro, quando a sinto (pois os gatinhos continuam não ligando), compreendê-la. Identifico essa dor, aceito dentro de mim (tipo "ok, rejeição, você foi identificada. eu vou te sentir"), mas não sofro- e não como.

No Leader Training a gente aprende que normalmente cada pessoa tem uma GRANDE carga. Aquele sentimento que se repete over and over na sua vida, causado por diferentes situações. É pra isso que você deve olhar. É nele que você deve focar e trabalhar. É sobre ele que você precisa lançar o foco de luz.

Boa sorte

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