Uma coisa muito legal de ser eu mesma é que minhas amigas são foda. Sério mesmo. Não vou nem comentar sobre a Carina e a importância de ter ela comigo nesse desafio (tá, já comentei). Por sinal, também a admiro muito.
Mas a Ca não é a única que eu admiro e que sempre me deu uma força imensa no emagrecimento. Carolina Lomba, veterana minha da faculdade e parceira de muitas coisas, recomendou-me o livro "O efeito sombra". Daquele jeitinho carolínico de ser, num dia que nos encontramos num bar, olhou pra mim e disse, eufórica "Ju! Você precisa ler o livro que estou lendo! Ele mudou minha vida". Pronto. Não precisava falar mais nada.
Claro que depois ela me explicou sobre o que o livro tratava, e à medida que ela falava eu pensava "Tenho que comprar esse livro amanhã!"
Depois de alguns dias comentei do livro com a Carina, e ela me disse: "Julinha, não acredito! Minha mãe me deu esse livro pra ler e eu tô enrolando pra começar"
Espero que vocês possam sentir a mesma euforia que eu e as meninas sentimos. Mas recomendo esse livro apenas às pessoas que não têm medo de si.
Nós já havíamos embarcado num processo ativo e intencional de autoconhecimento. Tem gente que foge de terapia, que acha que já se conhece e vive numa felicidade ilusória. Nem se faz necessário um livro desse pra começar olhar pra dentro de si. E não se enganem: não é só pra gordinhos. O vício do gordo é a comida. Qual é o seu? E o que te faz recorrer a ele? Releia as perguntas. Respire fundo e se observe.
Bom, mas não quero cair na escrita de auto-ajuda (ao menos não por enquanto). Vamos ao que interessa:
Primeiramente, se você se propõe a ler um livro de auto-ajuda/autoconhecimento/autodesenvolvimento, não espere uma literatura deliciosa. Pra ser bem sincera, eu tinha um preconceito ENORME em ler auto-ajuda. Imaginem só: eu, formada em Letras na USP! Bobagem...
Realmente, alguns livros são mal escritos que até doem, mas contém informações importantes que podem ajudar você a se descobrir.
Felizmente, esse não é, exatamente, o caso do Efeito Sombra. O livro não é mal escrito. Meio repetitivo, talvez, mas apresenta a teoria da sombra.
Sobre a sombra: Sabe aquele defeito que você luta desesperadamente pra ninguém descobrir que você tem? Aquela parte de você que você bebe junto com a cerveja, traga junto com o cigarro ou engole com a batata Ruffles? É a tua sombra.
As partes de você que você reprime- por diversos motivos- têm te assombrado a vida inteira, e esperam que você as pare de ignorar. A sombra, quando você a nega, vem à tona, inevitavelmente- e os estragos são tsunâmicos.
Não se engane: você tem sombras. Todos temos.
Crescemos sendo reprimidos. "Você não pode ser egoísta", "Sentir inveja é feio", "Homem que trai o pipi cai", etc... Julgamentos que escutamos durante toda a nossa vida podam nossa essência. Crescemos para ser pessoas boazinhas, educadas, comportadas, éticas e honestas. Acontece que todas as pessoas têm todas as qualidades e defeitos.
Eu sei que é difícil aceitar que você tem as mesmas características que um estuprador, que a vizinha que trai o marido com o carteiro, que o mal-educado do metrô que não espera as pessoas saírem pra só depois entrar no vagão.
Mas você tem.
O livro é escrito por três autores- Marianne Willimson, Deepak Chopra e Debbie Ford, mas a teoria não é deles.
"A sombra é uma parte de nossa consciência, nas palavras de Carl Gustav Jung a sombra é “a coisa que uma pessoa não tem desejo de ser”. A sombra é a parte oculta que existe em nossa psique, nossos sentimentos repremidos, medos, desejos, a sombra pode ser um aliado ou o destruidor de nossas vidas.O principal objetivo do livro O Efeito Sombra é apresentar ao leitor o conceito desse elemento presente e onipresente em nossa psique, mostrar como a sombra atua em nosso dia-a-dia, em nossa vida, os prejuízos que ela traz quando é ignorada e desconhecida e o grande número de portas que ela pode abrir quando é aceita e compreendida. "
Diz meu mestre Sri Baghavan: "Todos somos uma fossa séptica". Aceite isso, não tem problema nenhum. Você não é pior (e, infelizmente, nem melhor) que ninguém. Está todo mundo no mesmo fedor.

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